terça-feira, 23 de março de 2010

Como NÃO se portar em um hospital!

Domingo pela manhã, minha mãe me acorda e diz:

 - Filho, vamos acordar a Buzunga batendo com tudo na porta do quarto? (Buzunga é a noiva do meu irmão que dormia no quarto ao lado)

Ao que eu respondo:

 - Mãe, não... não vamos bater na porta do quarto, vamos bater na janela que é muito mais assustador...!

E minha mão completa:

 - Faz assim, vc bate na janela e eu bato na porta do quarto...

 - Ok, assim que estiver pronto eu sinalizo pela janela do meu quarto, ai a sra bate na porta e eu na janela FECHOU!

Esquema armado, alegria no coração, a vodka da noite anterior ainda rondando na cabeça...

Eis que no caminho rumo a janela do meu irmão, eu dou um tropeção e arranco a parte da frente do meu dedão, que por sua vez, começa escorrer uma quantidade considerável de sangue... Mas, obviamente não gritei, afinal iria acordar a minha cunhada antes da hora...

Chego na janela do meu quarto, e aceno para minha mãe querendo explicar que tinha fudido meu dedo...

Ao que ela responde com um sinal de jóia duplo, cara de feliz e ruma ao quarto do meu irmão...

Eu, que já estava ali, já não havia gritado e etc, peguei o embalo e espanquei a janela do meu irmão..

Tudo em vão, minha cunhada já estava acordada, arrumando a cama...

Eu entro em casa e ouço:

 - Rafael, você está sujando a casa inteira de sangue minino!

 - Eu tentei avisar que meu pé tinha lascado... mas ngm me ouve...

Após 3 horas, decido ir ao hospital ver o que deveria ser feito...

Chegando no hospital sento na maca e ouço o médico:

 - Olha, nós vamos ter que lavar com água e sabão dentro do machucado e dar alguns pontos...

Eu, aliviado e feliz com o senso de humor do médico respondo:

 - Eu falei que não precisava vir... mas sabe, tenho muito medo de morrer por besteira.. se for pra morrer que seja por uma coisa decente né? Não que eu tenha medo de morrer, ta, eu tenho um pouco, mas é que nem a Hebe diz: "não tenho medo de morrer, mas dá uma dó deixar isso tudo né?" mas olha,  ainda bem que não é nada.. e se vc for ver, já nem sangra mais..  

Ele me entrega um papel e diz: pode se encaminhar por esse corredor, vá até o balcão das enfermeiras, entregue esse papel que ela vai preparar o procedimento...

 - Doutor, não era brincadeira?

 - Com ou sem anestesia?

 - nem com nem sem, foi um prazer, to indo pra casa, foi só um cortinho... COM...

Durante, como eles dizem, o procedimento:

O médico avisa: Olha, eu vou aplicar a anestesia, vai arder um pouco, mas logo passa...

Eu posso dizer claramente que conheci a relatividade do tempo, e tive um experiência de dualidade (amor e ódio) junto...

Alguém me explica desde quando uma ardidinha é uma dor insuportável que dá vontade de esmurrar o médico?

No que ele começou a aplicar a anestesia, eu comecei a gritar, e xingar ele de todos os nomes que me vinham na cabeça, passando por filho da puta, louco, ridículo, filho da puta de novo, neto de uma puta, louco, O que vc acha que esta fazendo? Para esse porra agora! Qual o seu problema? Eu não agüento mais, essa filha da puta de uma merda de cacete de uma anestesia não acaba nunca? Seu FDP, eu vou embora agora...

O médico me olhava com uma cara tão calma, que por um momento eu pensei que qnt mais eu xingasse mais ia doer, afinal, ele só poderia estar se vingando de alguma coisa, não é possível...

Começou o efeito da anestesia... e juntamente, eu tive um ataque de riso, seguido de uma mini stand-up enquanto eu observava meu dedão sendo costurado...

Durante o ataque de riso pedi desculpas pelos impalpérios ditos, falei que queria matar ele, que eu queria muito encontrá-lo na rua e que ai sim ele veria o que era bom pra tosse, comentei sobre como a medicina e os anestésicos são ótimos, afinal, aquela anestesia, depois da dor FDP era uma belezinha... perguntei a enfermeira qual carro ele tinha, e se possível, qual a placa, para que eu não errasse na hora de estourar os vidros ou furar os pneus (nessa hora ele me olhou e disse: Eu estou com uma agulha enfiada no seu dedão ainda...), logo após, perguntei qual estilo de carro ele gostava e qual ele tinha (ele repetiu que ainda estava com a agulha no meu pé...)

A enfermeira pediu educadamente se eu não poderia tentar parar de dar risada, porque eu estava balançando muito a cama...

Procedimento acabado, mais uma vez, peço desculpas pelos impalpérios, falo que foi um prazer...

Tiro um raio X, fico na sala de espera pra ser atendido...

Meu telefone toca:

 - Rafa?

 - Oi André, tudo certo?

 - Ué, não foi pra Sampa?

 - Então filhinho... (reler o post acima inteiro pois foi tudo que eu contei pro André) então, ai dei quatro pontos no pé, mas já estou ótimo, vamos tomar um Chopp daqui uma meia horinha...?  

No que eu olho está a sala de espera inteira dando risada da minha cara e da conversa...

O médico me chama, eu entro na sala, e olhando o raio X ele diz:

 - Olha, infelizmente você não quebrou nada...

Ai eu olhei e falei:

 - Foi um prazer, desculpa e obrigado por tudo, e cuidado na hora de ir embora! 



4 comentários:

  1. hahahaahahahahaha..eu queria ser um dos neurônios daquele médico pra saber o q ele pensou de vc na hora dos impalpérios..ele deve ter sentido o msm odio, a diferença eh q ele eh mais velho..deve ter acumulado mais xingamentos ao longo dessa vida com pacientes iguais a vc...hehehe

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  2. kkkkkkkkkk se LENDO foi engraçado, imagina VIVENDO a história toda ahauahuahauahua

    Domingo divertido, hein!?! rsrsrs
    Bj!!

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  3. KKKKKKKKK NUM TE GUENTOOOO!!!
    MTO BOA, TOQ'S!!!
    MAS E O DEDO? CM ANDA?
    BJS

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  4. Ahahahahahaha eu amo voce!

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